Projeto autoriza governo a criar Bolsa Floresta
A ideia é ajudar na preservação ambiental e fixar
o pequeno agricultor à terra.
Segundo a proposta, a bolsa de meio salário mínimo por
mês vai servir para o pequeno agricultor plantar meio hectare
de floresta por ano, durante quatro anos.
O plantio será orientado para espécies nativas em áreas
consideradas de preservação permanente e reserva legal.
Também serão contempladas espécies exóticas,
destinadas a áreas marginais ou impróprias para o cultivo
agrícola.
Além da inclusão social e da recomposição
ambiental, o projeto também pretende incrementar o resultado
econômico do agricultor, como explica o deputado Zonta.
"Ele vai preparar uma poupança verde para o futuro. Ele
plantando, ele faturando, ele pode, no curso de quatro anos, ter dois
hectares de floresta plantados, que poderá, no oitavo ano, já
começar a colher e ter uma fonte de renda alternativa. Colhendo,
vendendo, manufaturando e plantando de novo."
O deputado Zonta ressaltou que cada hectare de floresta plantada economiza
a derrubada de 10 hectares de mata nativa.
Hoje, a floresta plantada representa mais de 6 milhões de hectares,
ou 0,6% da área nacional. Por outro lado, o setor mantém
4,5 milhões de mata nativa.
A indústria do reflorestamento produz 174 milhões de metros
cúbicos de madeira ao ano, perfazendo arrecadação
de quase R$ 9 bilhões. O setor emprega mais de 630 mil trabalhadores
diretos e ainda gera um milhão e meio de empregos indiretos.
O projeto que cria o Bolsa Floresta foi apensado a outras propostas
em análise na Comissão do Meio Ambiente e deve passar
por mais três comissões, antes de seguir para o Senado.
Fonte: Idhelene Macedo – Rádio Câmara
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