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A 62ª Reunião Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB), realizada na cidade de Agadir, em Marrocos, terminou no último sábado, 26 de junho, após cinco dias de muitas negociações entre os 88 países membros, dentre eles o Brasil. Como resultado se conseguiu a permanência da moratória contra a caça comercial de baleias, em vigor desde 1986, e a redução da caça de dez baleias fins. Além disso, foi determinada uma pausa com um ano de reflexão para que se possa tratar novamente o futuro da Comissão. A reunião teve como ponto positivo a divisão de grupos para discussão dos pontos de vistas, sendo a primeira vez que os países tiveram a oportunidade de terem conversas bilaterais e se conhecerem mais para que haja um entendimento maior dos pontos de vista e dos aspectos culturais e sociais de cada país, o que vai ajudar muito nas discussões futuras que visam levar a um acordo e a uma Comissão eficiente. A delegação brasileira questionou sobre a necessidade de captura de baleias para se realizar pesquisa, salientando que não se pode matar as baleias em nome da ciência. O Brasil também ponderou e ressaltou na plenária que espera o mesmo clima de consenso e de apoio dos países para análise da proposta de criação do Santuário do Atlântico Sul, que tem sido apresentada pelo Brasil, Argentina e África do Sul. Também ficou definida nesta edição da reunião anual a inclusão de nove baleias jubartes pela Groelândia, numa proposta apresentada pela Dinamarca, como caça aborígena de subsistência, e apoiada pela União Européia, Estados Unidos, Nova Zelândia, que fazem parte do bloco de países conservacionistas, além dos países pró-caça das baleias. O Brasil, assim como os outros membros do Grupo Buenos Aires (GBA) - onde 13 países conservacionistas da América Latina se uniram para ter mais força política -, além de Austrália e Mônaco foram contra a proposta, mas decidiram optar pela abstenção uma vez que o clima da CIB é de conversa para se chegar a uma melhoria da Comissão. O encontro teve como saldo positivo a divisão de grupos para discussão dos pontos de vistas dos mesmos, sendo a primeira vez que os países tiveram a oportunidade de terem conversas bilaterais e se conhecerem mais para que haja um entendimento maior dos pontos de vista e dos aspectos culturais e sociais de cada país, o que vai colaborar nas discussões futuras que visam levar a um acordo e a uma Comissão eficiente. O Brasil participou também do Comitê Científico, com a delegação formada pela chefe do CMA/ICMBio e chefe da Delegação Científica do Brasil, Fábia Luna; pelo analista ambiental do CMA/ICMBio, Paulo Flores; pelo representante do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes; e pelo representante do Instituto Aqualie, Alexandre Zerbini. Comissão Internacional da Baleia A CIB existe desde 1946 e foi criada para regulamentar a caça das baleias, definindo números, espécies e locais de caça para cada país. Há dois blocos, o dos países conservacionistas - do qual o Brasil faz parte - e o dos países pró-caça das baleias. Para que qualquer proposta da CIB seja aprovada ou ocorra qualquer alteração na Convenção é necessário o mínimo de ¾ dos votos. A Comissão formou um grupo de trabalho para discussão do futuro da CIB. Um documento foi elaborado e apresentado como proposta de consenso do presidente e vice-presidente da CIB, que foi lançada ao público no último 22 de abril. O Governo do Brasil, através do MRE, MMA e ICMBio, analisou a proposta que continha pontos positivos e negativos na visão do país, dentre eles: Positivos: Negativos: A conclusão dos órgãos representantes do Brasil na CIB foi de que mesmo com muitos pontos positivos, a proposta de consenso não reflete, na sua maioria, de forma satisfatória, os interesses do Brasil. Portanto, o país não poderia apoiar a proposta e levar a cabo uma proposta os problemas sérios, com promessas de melhorias futuras. Fonte: ICMBio ............................................................................................Voltar à página inicial |
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