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Resíduos orgânicos já podem ser reciclados por meio de tecnologia brasileira

Segundo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil poderia economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano se reciclasse todos os resíduos encaminhados aos lixões e aterros sanitários

A reciclagem gera hoje para o Brasil entre R$ 1,5 bilhões a R$ 3 bilhões anualmente, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Além dos benefícios econômicos, a atividade traz vantagens ambientais para o país. No entanto, hoje apenas 14% da população brasileira conta com o serviço de coleta seletiva e somente 3% dos resíduos sólidos urbanos são destinados à reciclagem.

“Muitos países têm buscado outras soluções para os resíduos orgânicos e, com orgulho, podemos afirmar que o Brasil também já tem uma solução para este tipo de resíduo: a Tecnologia Micro-ondas para beneficiamento de biomassa, em especial o lixo urbano, que considera os aspectos de eficiência energética, sustentabilidade, responsabilidade social e gestão de variáveis georreferenciadas, em sua aplicação”, explica Luciano Prozillo, Diretor da MicroAmbiental.

A MicroAmbiental fechou um acordo de cooperação tecnológica com a Universidade de São Paulo – Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica – LAPOL (Laboratório de Planejamento e Gestão de Sistemas Georreferenciados), tendo como objetivo o fortalecimento do processo de melhoria contínua e a integração com a indústria.

Segundo o Prof. Dr. Giorgio de Tomi, Coordenador do LAPOL, este modelo de cooperação acertado entre a MicroAmbiental e a USP já é bastante difundido em países com tradição em inovação, onde o investimento privado e a pesquisa aplicada das Universidades buscam desenvolver inovações que contribuam efetivamente para a sociedade. “Nosso objetivo é transformar o conceito referente ao lixo, ou seja, não o mostrando como um resíduo, mas sim como uma fonte de energia para a sociedade. Desta forma, conseguiremos gerar energia limpa e paralelamente oferecer uma solução sustentável para o lixo, com grande atratividade econômica”, explica.

Projetos em andamento

A MicroAmbiental já está com dois projetos em instalação no Brasil: Matozinhos, em Minas Gerais, e Irajá, no Rio de Janeiro. Segundo Prozillo, em Matozinhos até o final de maio 25% da obra estará concluída. “A 1ª fase é a implantação do aterro sanitário que se encerra no final de julho, e a 2ª fase consiste na construção da Unidade de Processamento de Resíduos Sólidos Urbanos utilizando a tecnologia de Micro-ondas.”

O projeto do Rio de Janeiro está sendo implantado em parceria com o Governo do Estado, por meio das Secretárias de Meio Ambiente e Agricultura, estará localizado dentro do Ceasa e deverá produzir 10MW com até mil toneladas de lixo retiradas da central de abastecimento.

Processo

Um “Reator de Micro-ondas” age nos resíduos, transfere energia eletromagnética para o material, eliminando agentes patogênicos e grande parte da umidade residual. Esse processo é rápido e seu resultado, uma biomassa sem cheiro e sem contaminação, é transferida para uma Unidade Termogeradora que produzirá energia elétrica para o sistema.

O balanço energético é positivo: o sistema consome internamente apenas 15% do conteúdo energético, sendo assim totalmente autossustentável. O produto deste beneficiamento pode ser aproveitado para a geração de energia elétrica ou transformado em material combustível para aproveitamento em outros processos.

As Unidades são moduladas a partir de 50 toneladas de processamento de lixo por dia, dependendo da demanda do município ou empresa.

www.flotereschauff.com.br

Portal do Meio Ambiente

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