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Nova política do setor, que Lula
deve sancionar em junho, exige que fábrica e loja, em conjunto
com município, ajudem a dar fim a resíduos. Pelas novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização de um produto (desde a indústria até as lojas) terão que chegar a um consenso sobre as atribuições de cada parte. As empresas terão até o final de 2011 para apresentarem propostas de acordo. Quem perder o prazo ficará sujeito à regulamentação federal. Aprovado na Câmara em março, o projeto da PNRS terá tramitação simplificada no Senado para permitir a sanção de Lula em tempo hábil. A proposta original, de 1991, recebeu uma série de mudanças para chegar ao texto atual. Os senadores podem suprimir trechos, mas não alterá-los. Representantes da indústria e de cooperativas de catadores afirmam que a política é positiva de um modo geral, mas apresentam ressalvas. O Brasil possui um baixo índice de reciclagem: 12% das 170 mil toneladas de lixo produzidas diariamente, segundo levantamento feito pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), em 2008. O objetivo da PNRS é elevar esse índice a 25% até 2015. Setores como o das latinhas de alumínio, porém, já possuem reaproveitamento superior ao de países desenvolvidos, reciclando 91,5%, contra 90,8% do Japão e 54,2% dos EUA. "A intervenção do Estado poderia ter efeito negativo no mercado de reciclagem de alumínio, que funciona de forma autônoma e eficiente", afirma Renault Castro, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade. COLETA Atualmente, a logística reversa já funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos. Mas é pouco praticada pelo setor de eletroeletrônicos, que foi um dos que mais contestaram esse ponto do projeto. O presidente do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), Victor Bicca, concorda que a logística reversa "será o grande desafio do setor de eletroeletrônico", mas afirma que empresas como a Philips e a HP já discutem medidas de implementação. Fonte: Folha de São Paulo
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