
Prêmio
de Reportagem sobre a Mata Atlântica entra na 10ª
edição
Concurso promovido pelas ONGs
Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica
recebe reportagens nas categorias Impresso e Televisão.
As matérias devem ter sido publicadas ou veiculadas entre
1º de abril de 2009 e 31 de março de 2010 e enviadas
por correio
A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica
– uma parceria entre as ONGs Conservação
Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica
- está com inscrições abertas para a décima
edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade
da Mata Atlântica, que tem como objetivo promover o jornalismo
ambiental no Brasil, incentivar a produção de
reportagens sobre o assunto e reconhecer a excelência
profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais nas
categorias Impresso e Televisão. O concurso, que tem
patrocínio, no Brasil, do Bradesco Capitalização
e apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da
Federação Internacional de Jornalistas Ambientais
(IFEJ), terá as inscrições abertas até
26 de abril pelo site www.premioreportagem.org.br, por e-mail
ou correio, sendo que as reportagens devem ter sido publicadas
ou veiculadas no período de 1° de abril de 2009 a
31 de março de 2010. “Como os trabalhos finalistas
das edições anteriores ficam disponíveis
no site do concurso, eles podem ser utilizados como ferramentas
de educação ambiental. E, assim, o Prêmio
tem ajudado a promover a interação entre estudantes
e profissionais do jornalismo interessados em meio ambiente
como uma das mais importantes premiações do jornalismo
ambiental brasileiro”, afirma Marcele Bastos, coordenadora
de Comunicação da CI-Brasil e do Prêmio
no Brasil.
Podem
se inscrever jornalistas da imprensa escrita e televisiva brasileira,
residentes no Brasil, empregados ou free-lancers, exceto correspondentes
brasileiros no exterior. Cada um pode concorrer com até
três reportagens e, no caso de trabalhos em equipe, um
jornalista deve ser o representante, podendo inscrever em seu
nome também até três reportagens. Para matérias
feitas em séries especiais exibidas em vários
dias, cada uma delas equivale a uma inscrição.
As reportagens de TV devem ser gravadas em DVD e ter sido exibidas
no contexto de programas jornalísticos, documentários
ou de variedades, transmitidas pela televisão aberta
ou por assinatura, operando em território nacional. “A
cada ano sentimos a evolução na qualidade das
reportagens inscritas, prova de que os jornalistas estão
aprimorando seu papel de colaborar com a sensibilização
da sociedade para a conservação da Mata Atlântica”,
ressalta Ana Ligia, diretora de Comunicação da
Fundação SOS Mata Atlântica.
As
matérias inscritas para a categoria Impresso devem ter
sido publicadas em jornais ou revistas e ter entre 300 e 5.000
palavras. Matérias publicadas exclusivamente na Internet
e em boletins informativos não serão aceitas.
Os jornalistas devem enviar um exemplar da reportagem publicada
(original ou cópia) e uma cópia em documento em
formato tipo Word. O vencedor do primeiro lugar em cada uma
das categorias irá participar de um evento internacional
de conservação ou jornalismo ambiental. Os segundos
e terceiros colocados em cada categoria receberão R$
5.000 e R$ 2.500, respectivamente.
As
reportagens devem tratar de regiões ou temas relacionados
à Mata Atlântica. Mais de 20 temas podem ser inscritos,
desde pesquisas científicas e seus resultados até
sustentabilidade nas práticas agrícolas. O júri
é formado por profissionais das áreas de comunicação
e conservação ambiental, sem a participação
de representantes das instituições organizadoras.
Para a inscrição, o jornalista ou equipe deve
preencher um formulário de inscrição em
papel ou pela internet para cada reportagem submetida; nesse
último caso, o concorrente não se exime de enviar
matérias e provas de publicação e veiculação
pelo correio, juntamente com uma cópia impressa do formulário,
preenchida e assinada.
Para
chegar aos vencedores, o júri de cada categoria faz uma
avaliação da matéria por meio do website
do Prêmio em uma área exclusiva (para a categoria
Impresso) e assistindo todas as reportagens inscritas no concurso
em DVDs compiladas especialmente para o processo de avaliação
(para a categoria Televisão). Para os dois casos, são
atribuídas notas de 0 a 10 em cinco critérios
para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo,
fontes, “digestão” da informação
e tema) e quatro para a categoria Televisão (imagens
e edição, conteúdo informativo e texto,
fontes e entrevistas e tema).
Principais
Resultados do Prêmio
Nessas
10 edições, o Prêmio já recebeu mais
de 587 inscrições na categoria Impresso e 259
na categoria TV, inaugurada em 2004 e exclusiva do Brasil. Como
a premiação aos jornalistas vencedores –
participação em um evento internacional de conservação
ou jornalismo ambiental - o Prêmio de Reportagem visa
promover a troca de experiência com profissionais de outros
países, onde o Prêmio também é realizado,
e mostrar para o Brasil importantes iniciativas que ocorrem
no mundo e que podem ser replicadas no País. “Ir
ao México e participar do Wild 9 foi como ser premiada
umas dez vezes: além de entrar em contato com os melhores
fotógrafos de conservação do mundo, assistimos
encantados aos shows de imagens da natureza e pudemos conhecer
um pouco da península de Yucatán, seus cenotes
e ruínas maias. E, no meu caso, ainda tive a grata surpresa
de receber o prêmio América Latina” afirma
Liana John, vencedora da Categoria Impresso em 2009, com a matéria
“Araçaris, os restauradores da Mata Atlântica”,
publicada na Revista Terra da Gente (SP), em abril de 2008 e
também vencedora do concurso Latino-Americano, realizado
no congresso no qual os vencedores usufruíram da premiação.
Em
2009, o Prêmio teve 70 inscrições na categoria
Impresso e 45 na categoria Televisão, que teve como vencedor
o programa “Um Pé de Quê?”, produzido
por Estevão Ciavatta e equipe, veiculado em setembro
de 2008 no Canal Futura. Como premiação, ambos
ganharam a participação no Congresso Mundial de
Áreas Silvestres, que aconteceu em Mérida, no
México, em novembro de 2009.
Na
Categoria Impresso, o segundo lugar ficou com Manoel Dirceu
Martins, pela reportagem “Sem a espada da dúvida”,
publicada na revista Terra da Gente. O terceiro lugar ficou
com Sérgio Adeodato, pela matéria “O colecionador
de mariposas”, da revista Horizonte Geográfico.
Na
categoria Televisão, o segundo lugar ficou com Evandro
Siqueira, com a reportagem “Na trilha dos palmiteiros”
– exibida pelo programa Fantástico da TV Globo.
A matéria “Áreas degradadas”, apresentada
por Luciano Moreira dos Santos no programa Planeta Minas Meio
Ambiente, da Rede Minas de Televisão, ficou em terceiro
lugar.
Mais
informações sobre o Prêmio e regulamento
completo em http://www.premioreportagem.org.br.
Entre
os temas que podem ser inscritos estão:
Alternativas
econômicas
Biopirataria
Certificação florestal
Conservação da biodiversidade
Crimes ambientais
Ecoturismo
Educação Ambiental
Espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção
Extração de madeira e outras atividades econômicas
que têm impactos sobre os recursos naturais
Mudanças climáticas
Pesquisa científica e seus resultados
Política e legislação ambiental
Populações indígenas e tradicionais
Produção e comércio de produtos não-madeiráveis
Questões sociais que afetam a integridade ambiental
Reciclagem e outras práticas sustentáveis nas
cidades
Recuperação de áreas degradadas
Serviços Ambientais
Unidades de Conservação públicas e privadas
Valor econômico da biodiversidade
Mercado/Crédito de carbono
Saúde e meio ambiente
Efeitos da mudança climática na oferta de alimentos
Sustentabilidade nas práticas agrícolas
CONTATO
PARA ENVIO DAS INSCRIÇÕES
Marcele
Bastos
Coordenadora de Comunicação
Coordenação do Prêmio no Brasil
Conservação Internacional
Av. Getúlio Vargas, 1.300 – 7º andar
30112-021 – Belo Horizonte – MG
Tel. (31) 3261-3889
E-mail: m.bastos@conservacao.org
Fonte:
SOS Mata Atlântica