Minc
diz que Lei do Clima e Fundo
de
Mudanças
Climáticas são prioridades para 2010
O ministro
do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse na segunda-feira (15), último
dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial, na
Marquês de Sapucaí, que as prioridades para
o último ano de mandato do presidente Lula, na sua área,
são a regulamentação da Lei do Clima
e a do Fundo de Mudanças Climáticas, criado
no final do ano passado.
Ele afirmou que
não haverá descontinuidade
nas políticas ambientais de governo e que não
haverá impunidade para desmatadores e poluidores.
“A equipe continua a mesma e todos os cargos praticamente
vão ficar. Os programas também. Os poluidores
estão achando que vão poder desmatar, mas vão
se arrepender, vão pagar caro, porque a impunidade
não vai voltar”, advertiu Minc, que deve deixar
o cargo em abril para candidatar-se a deputado pelo Rio de
Janeiro.
Sobre a pauta
ambiental, o ministro lembrou de questões
regulatórias e de infraestrutura. “A principal
coisa agora é regulamentar a Lei do Clima e o Fundo
de Mudanças Climáticas, que é de R$
1 bilhão por ano. Também vamos nos voltar mais
para as questões urbanas, como lixo, saneamento e
aproveitamento do metano.”
Minc disse que
novas áreas de proteção
serão definidas até o final do ano. “Vamos
criar quatro unidades de conservação na Bahia
e mais duas no Piauí. Este ano é da biodiversidade.
Acontecerá uma Conferência das Partes [COP]
em Nagoia, no Japão, em outubro. E o Brasil preside
o grupo dos megabiodiversos dos 17 países que têm
75% da biodiversidade do mundo inteiro. Acho que a gente
tem que jogar pesado na proteção”, disse.
O ministro também adiantou que será lançado
no início do próximo mês um grande plano
de combate ao desmatamento do Cerrado, nos moldes do que
já existe para a Amazônia, que envolve corte
de crédito para desmatadores, barreiras em entroncamentos,
fiscalização conjunta com a Polícia
Federal e a lista dos municípios que mais desmatam.
“Isso [o plano para Amazônia] foi sendo construído
ao longo dos anos. Hoje, no Cerrado, o ritmo de desmatamento é duas
vezes maior que na Amazônia. A gente não pode
ficar oito anos para montar um plano para o Cerrado que nem
montamos para a Amazônia”, constatou Minc.
Para proteger
esses biomas, o ministro aposta também
na capacitação dos batalhões ambientais
das polícias estaduais, por meio de um fundo assinado
recentemente no valor de R$ 500 milhões anuais. “Dará recursos
para que os batalhões ambientais fiquem mais equipados
e mobilizados para combater desmatamentos, tanto na Amazônia
quanto no Cerrado”, disse.
Fonte:
Vladimir Platonow - Agência Brasil