Recomendação
do MPF em Alagoas pretende regularizar cultivo de ostras
Medida visa a impedir eventuais danos ambientais causados
pela atividade sem licenciamento
O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação
ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) para que o órgão
exija o licenciamento ambiental para o cultivo de ostras no
Estado. A recomendação trata especificamente
dos empreendimentos de ostreicultura localizados na Barra de
São Miguel e em Coruripe, mas também solicita
que sejam enviadas cópias de autorizações
ambientais para o funcionamento de associações
de menor porte, localizadas em Japaratinga, Porto de Pedras
e Passo do Camaragibe – no Litoral Norte - e em Maceió.
Atividade de potencial
impacto ambiental, caso não
realizada de acordo com as normas vigentes, a ostreicultura,
em todo litoral alagoano, é alvo de procedimento administrativo
instaurado na Procuradoria da República em Alagoas (PR/AL).
Durante o procedimento, ficou constatada a existência
de duas associações que cultivam ostras em Coruripe
e na Barra de São Miguel – ambas com boa estrutura
de produção e comercialização,
mas sem licenciamento.
Qualquer atividade
que utilize recursos ambientais e seja efetiva ou potencialmente
poluidora, ou capaz de causar degradação
ambiental, como é o caso da ostreicultura, é obrigada
a possuir licenciamento ambiental. É o que prevê a
Lei 6.938/81, na qual se fundamenta a recomendação,
de autoria dos procuradores da República Niedja Kaspary
e Bruno Baiocchi Vieira, ambos da tutela do meio ambiente da
PR/AL. Já no caso das associações de menor
porte, o IMA deverá enviar ao MPF cópias da autorização
ambiental a serem expedidas para as mesmas.
A recomendação também tem por base a
Lei 7.661/88, que regulamenta Plano Nacional de Gerenciamento
Costeiro , a Lei 9.985/00, que trata do Sistema Nacional de
Unidades de Conservação, além da Constituição
Federal.
Fonte: Procuradoria da Republica em Alagoas