Crimes
ambientais na Amazônia poderão se tornar inafiançáveis
Os crimes ambientais
cometidos contra a flora da Amazônia poderão se
tornar inafiançáveis e imprescritíveis
caso seja aprovado projeto de lei do senador Arthur Virgílio
(PSDB-AM) que tramita na Comissão do Meio Ambiente e
Defesa do Consumidor (CMA), com a relatoria a cargo do senador
Jefferson Perez (PDT-AM).
Pelo PLS 460 de 2008,
crimes ambientais, já punidos com pena de detenção
e multa pela legislação em vigor, serão
tratados como crimes que não prescrevem nunca e tampouco
permitem que os acusados respondam por eles em liberdade, através
do pagamento de fiança.
Entre esses crimes
estão os de danificar floresta de preservação
permanente, até mesmo corte seletivo de árvores
ou extração de pedra, cal ou minerais nessas unidades
de conservação sem autorização da
autoridade competente. Provocar incêndio em mata ou floresta
e adquirir madeira ou carvão sem exigir licença
autorizada do vendedor também são crimes previstos
na proposta de lei.
Em sua justificação,
Artur Virgílio argumenta que a enorme extensão
territorial abrangida pelo bioma amazônico, aliada à
sensação de impunidade diante de penas de detenção
menores que quatro anos, prazos prescricionais reduzidos e facilmente
substituídos por multas ou serviços à comunidade,
tornam inócua a tentativa de punir os crimes ambientais
na Amazônia.
Para o senador, a
punição mais severa dos crimes como a impossibilidade
de fiança ou de prescrição, poderá
dissuadir potenciais criminosos, resultando na diminuição
da ocorrência de delitos ambientais, infelizmente prática
cotidiana contra o bioma amazônico nos dias de hoje, destaca
Arthur Virgílio.
A matéria
tramita na CMA e, posteriormente, segue para a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ).
Fonte:
Laura Fonseca - Agência
Senado