
Usinas
nucleares serão ameaça
ao Rio São Francisco, diz o Greenpeace
O
Greenpeace repudia veementemente a posição do
governo federal em dar continuidade a planos de construir usinas
nucleares no Brasil
Segundo
reportagem publicada na edição de hoje do jornal
“Folha de S.Paulo”, a gana federal de gastar recursos
públicos em obras babilônicas produziu mais um
disparate e ameaça agora a saúde de um dos maiores
ícones brasileiros, o Rio São Francisco. Não
apenas uma, mas duas usinas seriam construídas em suas
margens, com impactos na vida das populações que
dependem deste rio-símbolo do Nordeste.
Segundo
dados do Procel (Programa Nacional de Conservação
de Energia Elétrica), com US$ 1 bilhão, é
possível investir em eficiência energética
de maneira a economizar 7.400 MW em potência instalada,
três vezes mais do que supostamente poderiam gerar as
duas usinas no Nordeste.
“A
energia nuclear está longe de ser uma boa alternativa
para diversificar a matriz energética brasileira. Não
é segura, não é ambientalmente viável
e não traz benefícios econômicos”,
diz André Amaral, coordenador da campanha de Nuclear
do Greenpeace. “Os brasileiros e o planeta serão
muito melhor contemplados se o governo fizer a escolha certa
e investir recursos em eólica e solar.”
O governo
justifica a intenção de investir alguns bilhões
de dólares nas duas usinas como forma de atrair investimentos
e gerar empregos em uma região carente de ambos. Abrir
espaço para a energia nuclear não significa de
forma alguma levar desenvolvimento a uma região. Uma
população já vulnerável só
sofreria mais essa ameaça. Erroneamente é o que
governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, postula
ao fazer lobby para ter uma dessas usinas em seu Estado –
a despeito de a lei estadual vetar esse tipo de investimento.
“Investir
em energias renováveis como eólica e solar gera
no mínimo doze vezes mais empregos em um prazo mais curto.
Além disso, no preenchimento dessas vagas a população
local é efetivamente contemplada, pois diferentes níveis
de qualificação são necessários”,
afirma Amaral.
Veja
mais sobre a posição do greempeace
Fonte: Greenpeace
/ Envolverde