....
..

N O T Í C I A S

 

 

 

 



Lula sanciona com vetos lei que institui
Política Nacional de Mudanças Climáticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sancionando a lei que estabelece a Política Nacional de Mudanças Climáticas com três vetos. O texto, aprovado em novembro pelo Congresso, inclui a meta de redução das emissões nacionais de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020.

A política estabelece princípios, objetivos e diretrizes para a redução de emissões de gases de efeito estufa, com medidas para setores como agropecuária, indústria e energia. A previsão de redução de emissões, da ordem de 1 bilhão de toneladas de gases estufa, gerou pedidos de vetos a algumas medidas que teriam grande impacto econômico nessas áreas.

Um dos pontos vetados é o que proíbe o contingenciamento de recursos com ações de enfrentamento das alterações climáticas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que esse item foi vetado por motivos técnicos, pois a lei não pode dispor sobre o contingenciamento de recursos orçamentários.

Também foi vetado, a pedido do Ministério de Minas e Energia, o item que trata do estímulo ao desenvolvimento e ao uso de tecnologias limpas e ao paulatino abandono do uso de fontes energéticas que utilizem combustíveis fósseis. Segundo Carlos Minc, a razão do veto foi o termo abandono, em vez de tratar da gradativa substituição das fontes energéticas que utilizem combustíveis fósseis.

O terceiro veto recai sobre o Artigo 10, que trata da substituição gradativa dos combustíveis fósseis e estabelece as formas como seria feita essa substituição. O veto também ocorreu a pedido do Ministério de Minas e Energia e entre os motivos apontados está o fato de o texto tratar apenas de usinas hidrelétricas de pequeno porte, explicou Minc.

A lei sancionada pelo presidente determina a elaboração de um decreto com as metas que cada setor deverá assumir para contribuir com a redução das mudanças climáticas.

Em janeiro serão realizadas reuniões com governos, acadêmicos e empresários de áreas como construção civil, mineração, setor agropecuário, indústria de bens de consumo, de serviços de saúde e transporte público para discutir as metas que constarão no decreto presidencial.

“Copenhague não correu muito bem, mas o Brasil vai fazer sua parte e nós vamos cumprir nossas metas”, disse Minc, ao citar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que terminou sem acordo.

O balanço mais recente de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, com dados de 2000, mostra que em 15 anos as emissões nacionais cresceram 62%, saltando de 1,4 gigatonelada para 2,2 gigatoneladas de gás carbono equivalente (a medida considera todos os gases de efeito estufa).

Fonte: Luana Lourenço e Yara Aquino - Agência Brasil