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Francês
não preserva santuário ecológico
Tartaruga
faz primeira caminhada após deixar ovo, assim espécie
reconhece praia onde nasceu e para onde voltará na desova
Carla
Serqueira - Repórter
Uma
parte da costa do Francês, de Marechal Deodoro até
a Barra de São Miguel, desde a década de 1990 é
alvo da especulação imobiliária. Chamado
de restinga pelos moradores, o local é área permanente
de preservação ambiental de acordo com normas do
Código Florestal de 1965 e sua vegetação,
além de fixar as dunas, serve de “esconderijo”
para o descanso de aves migratórias.
Há
também o trânsito das tartarugas marinhas. Todos
os anos, milhares de ovos são depositados na areia. A região
até Piaçabuçu é considerada a segunda
mais importante para a alimentação de pelo menos
três das cinco espécies que circulam no Brasil.
Ambientalistas
tentam proteger ninhos
Três
horas da manhã do sábado, dia 26 de maio último.
Douglas, 11 anos, Davi, 9, Cassino, 12, e Edvaldo, 13, mais conhecido
como Ed, já estão prontos, com lanternas e casacos.
Gabriela Rolim, 9, é a última a chegar. Eles se
preparam para acompanhar os ambientalistas Aliete Bezerra e Erikson
Machado em mais uma caminhada do Francês até a Barra
de São Miguel. O objetivo é averiguar a situação
dos ninhos de tartaruga, disfarçar os que forem encontrados
para dificultar o roubo de ovos e, se der sorte, assistir ao nascimento
de algumas delas. O grupo se divide. Uma parte vai beirando a
vegetação na areia, a outra vai perto do mar.
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Fonte:
Gazeta
de Alagoas (30/03/2008)
Fotos: Marcelo
Albuquerque |